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Mais uma grande onda de violência altera a rotina dos moradores do Rio.
Não é a primeira, e infelizmente não será a última.
Lembro de uma ação semelhante no ano de 2002, uma facção contra a outra e o povo no meio; lojas fechadas, cidadãos aterrorizados, presídios em rebeliões queimando presos vivos, vide Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, só sobrou o osso fémur.
Nesse exato momento, (assisto à televisão) e a Avenida Brasil está interditada em função de quatro veículos incendiados. Há força policial espalhada por todo o Rio. A Marinha esta de stand- by caso a cidade venha a necessitar de apoio logístico, as forças federais também. Tudo isso deriva de anos de descaso para com a segurança pública. Agora que novas políticas são implantadas, eles estão sufocados e querem nos sufocar.
Precisamos entender duas coisas: a) quando o governador e o secretário de segurança falam para a rotina ser mantida eles não estão pedindo algo surreal, o que os bandidos querem é desestabilizar, precisamos sim continuar saindo, nos deslocando, obviamente nos cercando de cuidados, mas não podemos entrar em pânico; b)o cidadão que consome drogas ilícitas e produtos falsificados contribuem de forma clara e direta para o tráfico de drogas e o resultado, por consequência, é isto que estamos vivendo, é preciso conscientização.
O carioca está assustado, a mídia tem grande parcela de responsabilidade nisso. Esse tal quarto poder em função de cobrir os acontecimentos às vezes perde a mão e caem no sensacionalismo. Para quem mora em outras cidades o pensamento é o mesmo: “como conseguimos viver em uma cidade tão violenta.”, para quem está aqui e trafega pelas ruas muitas vezes veem que o diabo não é assim tão feio quanto pintam, como diria minha mãe.
Não sou hipócrita, veja bem, sou carioca. A situação é tensa sim, mas o alarde é muito maior, apesar da grande problemática existem soluções em andamento, a polícia esta de pronto atendimento, com ações de invasão as comunidades e prisão daqueles que causam esse tumulto. Sinceramente não estou me sentindo indefesa, pela primeira vez sinto que algo esta sendo feito e com competência; lembro-me perfeitamente de que a cidade simplesmente parou e virou fantasma porque o chefe do tráfico, leia-se Fernandinho Beira- Mar de dentro do presídio, ordenou toque de recolher (algo visto em guerras) e foi expressamente executado pelos bandidos, aqui fora, e cumprido por nós, claro.
Temos direito a paz, a sensação de tranquilidade e segurança, porém temos obrigações também (já abordei isso) e uma delas é votar com cidadania e responsabilidade para que coloquemos pessoas competentes a frente do poder e o exerça de maneira a melhorar a nossa qualidade de vida.

