na cabeceira

  • leitura: O morro dos ventos uivantes

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

flirck.com
Mais uma grande onda de violência altera a rotina dos moradores do Rio.
Não é a primeira, e infelizmente não será a última.
Lembro de uma ação semelhante no ano de 2002, uma facção contra a outra e o povo no meio; lojas fechadas, cidadãos aterrorizados, presídios em rebeliões queimando presos vivos, vide Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, só sobrou o osso fémur.
Nesse exato momento, (assisto à televisão) e a Avenida Brasil está interditada em função de quatro veículos incendiados. Há força policial espalhada por todo o Rio.  A Marinha esta de stand- by caso a cidade venha a necessitar de apoio logístico, as forças federais também. Tudo isso deriva de anos de descaso para com a segurança pública. Agora que novas políticas são implantadas, eles estão sufocados e querem nos sufocar.
Precisamos entender duas coisas: a) quando o governador e o secretário de segurança falam para a rotina ser mantida eles não estão pedindo algo surreal, o que os bandidos querem é desestabilizar, precisamos sim continuar saindo, nos deslocando, obviamente nos cercando de cuidados, mas não podemos entrar em pânico; b)o cidadão que consome drogas ilícitas e produtos falsificados contribuem de forma clara e direta para o tráfico de drogas e o resultado, por consequência, é isto que estamos vivendo, é preciso conscientização.
O carioca está assustado, a mídia tem grande parcela de responsabilidade nisso. Esse tal quarto poder em função de cobrir os acontecimentos às vezes perde a mão e caem no sensacionalismo. Para quem mora em outras cidades o pensamento é o mesmo: “como conseguimos viver em uma cidade tão violenta.”, para quem está aqui e trafega pelas ruas muitas vezes veem que o diabo não é assim tão feio quanto pintam, como diria minha mãe.
Não sou hipócrita, veja bem, sou carioca. A situação é tensa sim, mas o alarde é muito maior, apesar da grande problemática existem soluções em andamento, a polícia esta de pronto atendimento, com ações de invasão as comunidades e prisão daqueles que causam esse tumulto. Sinceramente não estou me sentindo indefesa, pela primeira vez sinto que algo esta sendo feito e com competência; lembro-me perfeitamente de que a cidade simplesmente parou e virou fantasma porque o chefe do tráfico, leia-se Fernandinho Beira- Mar de dentro do presídio, ordenou toque de recolher (algo visto em guerras) e foi expressamente executado pelos bandidos, aqui fora, e cumprido por nós, claro.
Temos direito a paz, a sensação de tranquilidade e segurança, porém temos obrigações também (já abordei isso) e uma delas é votar com cidadania e responsabilidade para que coloquemos pessoas competentes a frente do poder e o exerça de maneira a melhorar a nossa qualidade de vida.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Enxurradas seguidas de hiatos....


           













           Escrever não é tarefa fácil.

Há dias que simplesmente flui, os pensamentos se materializam nas pontas dos dedos e quando vemos temos um texto inteiro diante de nós.
Porém, em contra partida ocorre um hiato tão grande diante dessa tela luminosa que a mente parece oca, na verdade está cheia de ensaios, poesias, anseios e até mesmo rancores a serem traduzidos em letras, mas as palavras só não são alcançadas.
Comigo as coisas funcionam mais ou menos com funcionam com o champagne (reage sob pressão) se eu tiver um prazo, só vou conseguir escrever quando ele estiver quase estourando. Complicado uma jornalista admitir isso...mas, é a pura verdade.
Nesse post de inauguração ansiei compartilhar esse pequeno, grande detalhe.
Haverá semanas de post quase que diários, mas também pode vir seguido de um silêncio estarrecedor, não sei se esse blog terá leitores, contudo, se angariar esse trunfo, que fiquem avisados: posso precisar de uma grande saculejada...